Peugeot e Fiat Chrysler criam empresa gigante de US$ 50 bilhões

Os conselhos da montadora francesa PSA, dona da Peugeot, e da Fiat Chrysler (FCA) aprovaram, nesta quarta-feira, um acordo de fusão de seus negócios, que criará a quarta maior fabricante de automóveis do mundo, com valor de mercado de cerca de US$ 50 bilhões, informa um comunicado conjunto distribuído pelas duas companhias.

Atualmente, o trio que lidera o mercado mundial de automóveis, em número de vendas, é atualmente composto pelo grupo alemão Volkswagen, a aliança franco-japonesa Renault-Nissan e a japonesa Toyota, nesta ordem.

A nova empresa, cujo nome ainda não foi definido, entidade, terá mais de 400 mil funcionários e um faturamento consolidado de cerca de € 170 bilhões ( o equivalente a US$ 190 bilhões) e vendas anuais de 8,7 milhões de veículos, sob as marcas Fiat, Alfa Romeo, Chrysler Citroën, Dodge, DS, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot e Vauxhall.

A chinesa Dongfeng Motor, que tem fatia de 12,2% na PSA, terá uma participação reduzida de cerca de 4,5% no grupo resultante do acordo.

O acordo dará à PSA, fabricante da Peugeot, uma presença há muito desejada na América do Norte e deve ajudar a Fiat a ganhar terreno no desenvolvimento de tecnologia de baixa emissão de gases, segmento em que está aquém dos rivais. No entanto, a empresa ainda estará fortemente dependente do mercado de automóveis saturado da Europa e mal posicionada na China, o maior país do mundo em vendas de carros.

“Essa parceria fornecerá recursos de investimento reforçados para a nova entidade, a fim de enfrentar os desafios de uma nova era de mobilidade durável. Também irá gerar sinergias em um ano estimado de cerca de € 3,7 bilhões, sem fechamento de fábricas relacionadas a essa transação”, diz o comunicado das duas montadoras, que acrescenta que a conclusão da fusão deve ocorrer em 12 a 15 meses.

A sede da empresa mãe da nova entidade ficará na Holanda, mas suas ações continuarão sendo negociadas nas bolsas de Paris, Milão e Nova York.

John Elkann, atual presidente da Fiat Chrysler Automobil (FCA) e herdeiro da família Agnelli, presidirá o novo conselho de administração, e Carlos Tavares, até agora presidente do conselho do grupo PSA, será o diretor geral do novo grupo.

As duas montadoras anunciaram em 31 de outubro que haviam chegado a um acordo sobre o princípio de uma fusão, no qual os acionistas dos dois grupos dividiriam o capital igualmente meio a meio, após várias operações financeiras, para formar uma nova gigante mundial de automóveis sem que isso implicasse no fechamento de fábricas.

O governo francês, que se opôs à fusão da Renault com a Fiat sem o acordo da Nissan, declarou-se favorável a essa aliança, que permitiria os investimentos necessários para a chegada do carro elétrico e do veículo autônomo, avaliados em dezenas de bilhões de euros.

19/12/2019

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